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17 de Fevereiro de 2020
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    Uso do formol em tratamento capilar pode causar vários tipos de câncer

    Agência Sebrae de Notícias
    há 10 anos

    Brasília - O uso do formol (formoldeído) nos tratamentos capilares está proibido pela Anvisa desde o ano passado, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada nº 36 , de 17 de junho de 2009. Salões, clínicas e empreendimentos do setor de beleza que forem flagrados usando indevidamente o produto podem ser interditados e seus proprietários, presos. O ato é considerado crime hediondo e inafiançável pelo Código Penal Brasileiro, por configurar adulteração de produto. Leia também: Campanha alerta para os riscos do uso do formol em salões de beleza ; Alisamento à base de formol teria começado em salão carioca .

    O motivo da proibição é o fato do uso do formol estar comprovadamente associado ao desencadeamento de vários tipos de câncer (nariz, boca, garganta, bexiga, pulmão e leucemia), especialmente nos profissionais que executam o tratamento de alisamento dos cabelos. Essa substância tem efeito cumulativo, e a doença leva em torno de dez anos para se manifestar, segundo mais de dois mil artigos científicos de diversos países, armazenados no site Pubmed do governo americano.

    Segundo a legislação em vigor no Brasil, o produto só é permitido como agente endurecedor de unhas e conservante de formulações de produtos industrializados, no limite de 0,2%. A substância não pode ser acrescentada aos produtos de alisamento capilar, oriundos de indústrias, e muito menos, ser manipulada nos salões e estabelecimentos de beleza.

    As piores conseqüências não são as judiciárias, mas as de saúde. Os cabeleireiros têm uma responsabilidade muito grande de coibir o uso do formol, argumenta João Carlos Basílio, presidente da Abihpec. Ele acredita que será por meio da conscientização e da informação que esses profissionais, que muitas vezes são confidentes, psicólogos e amigos das clientes, poderão contribuir para mudar a situação preocupante no Brasil.

    Atualmente 9% das mulheres brasileiras sabem dos males que os tratamentos de alisamento à base de formoldeído causam, mas assim mesmo insistem na sua aplicação, segundo dados da Abihpec. Esses números já foram maiores, de 20% até 30%. O que falta é difundir a informação, especialmente para os profissionais. Eles precisam apoiar esta campanha em benefício da classe e de todos os seus clientes, enfatiza Basílio.

    Existem diversas substâncias regularizadas pelo órgão que também alisam cabelos, segundo Érica França, especialista em cosméticos da Anvisa. Há produtos legalizados no mercado, sem formoldeído, que podem ser utilizados em tratamentos capilares de relaxamento, alisamento, escovas progressivas, redução de volume, permanentes, entre outros, informa França.

    A autorização do órgão, que limita o uso de formol em 0,2% em produtos de beleza, tem função conservante, ou seja, de evitar a proliferação de microorganismos, como fungos, etc, esclarece a técnica da Anvisa.

    As principais reações provocadas pela dose exagerada de formol nos tratamentos capilares são: dor de cabeça, inflamação da região dos olhos, problemas respiratórios, inflamação do couro cabeludo, queda de cabelo (às vezes irreversível) e até necrose do tecido do couro cabeludo (aspecto cinza).

    Ainda não temos incidência de casos de câncer confirmados no setor da beleza, pois o uso do formol nos salões brasileiros é recente, e a doença pode levar até dez anos para se manifestar, afirma a especialista da Anvisa. Há casos registrados de câncer em trabalhadores de laboratórios, que lidam com o formol nos serviços de conservação de corpos, segundo ela. Leia mais sobre o assunto aqui.

    Denúncias sobre uso de formol em salões de beleza em desacordo às normas da Anvisa podem ser feitas no 08006429782. Mais informações: www.anvisa.gov.br (área proteção à saúde e cosméticos, link formol/escova progressiva)

    Serviço:

    Assessoria de imprensa Abihpec: (11)

    Assessoria de imprensa Anvisa: (61)

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